Eu fazia frequentes visitas ao renomado e saudoso cronista Lourenço Diaféria. Aproveitava a ocasião e levava a ele meus soníferos trabalhos, alguns já editados em jornais sul mineiros e oeste paulista. Lourenço lia e me incentivava: ”Vá em frente mineiro; você leva jeito pra coisa!’ Editei 10 livros sobre as diversas cidades da zona sul mineira, sendo os livros ofertados às bibliotecas escolares, todos lançados em Alfenas.
Escrevi o livro “Piranguçu a cidades das garças”, a pedido do prefeito local saudoso José de Paula, com a colaboração do professor José Reinaldo Ribeiro, secretário da cultura local. Certa vez, visitando o renomado escritor Lourenço Diaféria, este recebeu a visita de uma vizinha perguntando: ”Seu Lourenço, no seu quintal têm diversas árvores frutíferas e meu papagaio de estimação fugiu!”
Será que ele não está pousado em uma das mangueiras?” Lourenço lhe disse: ”Minha senhora, o papagaio é verde e se confunde com a cor das folhas da mangueira. Dê uma espiada, chame-o pelo nome, caso esteja, ele. responderá..., em contrário, será difícil! Se fosse um urubu, talvez seria mais fácil encontrar; sua cor diferencia da cor das folhas da mangueira”. A vizinha concordou e foi embora. Lourenço disse: ‘encontrar um papagaio entre as folhas da mangueira é o fim da picada!’
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