Arbitragem encerrou a partida quando o Peixe poderia ampliar e se classificar evitando eliminação nos pênaltis (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)
Os tempos são difíceis para o Time da Vila Belmiro. Já não bastasse a péssima campanha no Brasileirão, na zona do rebaixamento em 17º e com 18 pontos, o torcedor santista ainda teve que amargar nesta quinta (15) a derrota nos pênaltis para o Cruzeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, no Mineirão. Mesmo tendo vencido no tempo normal por 2 a 1, com gols de Gabriel e Bruno Henrique, virando após gol de Thiago Neves na primeira etapa, o Peixe perdeu nas penalidades, por 3 a 0, onde brilhou a estrela de Fábio que pegou as três cobranças alvinegras.
No tempo normal, viu-se um Santos aguerrido, brigando ela vitória, já que a derrota no jogo de ida por 1 a 0 em casa, dava ao Cruzeiro a chance de garantir a vaga na semifinal apenas empatando.
No entanto, mesmo tomando pressão o jogo todo, o Alvinegro Praiano conseguiu abrir brechas na defesa cruzeirense, sobretudo na ponta direita de onde se iniciou a jogada do segundo gol, com cruzamento de Rodrygo na cabeça de Bruno, aos 38 da etapa complementar.
O jogo poderia ter terminado ainda nos 90 minutos com classificação paulista, isto porque, o arbitro da partida, o paranaense Rodolfo Toski Marques, permitiu que o jogo que iria até 49 fosse até 50, no momento de uma falta para o Cruzeiro. O Santos recuperou e quando partiu para o contra-ataque, o juiz encerrou a partida.
“A Fifa pede tanto para favorecer o ataque, para deixar o jogo aberto, põe o VAR para corrigir as deficiências que tem em uma arbitragem para sair mais gols", disse o técnico Cuca citando o uso da tecnologia que está sendo usada pela primeira vez em uma competição brasileira de futebol.
"Acabar o jogo da maneira como acabou não foi o prejuízo só do lance, que poderia até o Bruno (era o atacante Gabriel Barbosa) não fazer o gol. O prejuízo foi emocional e eu sabia que eu ia perder. Enquanto o Cruzeiro saiu para sepreparar o meu time inteiro foi para cima da arbitragem. Precisei entrar em campo para tirá-los de lá”, confessou o treinador.
A disputa então seguiu para as penalidades e a equipe mineira começou marcando, com Lucas Silva vencendo Vanderlei. A partir daí, o que era esperança virou desespero, com Fábio defendendo os três chutes santistas, de Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota, sacramentando de vez a eliminação do Peixe para o atual campeão da competição.
Fazia tempo que o Santos não ganhava uma partida. A última foi justamente fora de casa, contra o Fluminense, em um magro 1 a 0, pelo Brasileirão. De lá pra cá foram mais de dois meses sem saber o que é vencer.
Cuca enalteceu o resultado no tempo normal, diante do desafio que era vencer a Raposa em sua casa. “Acho que foi um grande jogo, digno de duas equipes grandes, com muita tradição, camisa, acostumadas a ganhar competições assim. Temos que enaltecer o espírito, a postura, estratégia. É difícil jogar aqui, campo cheio, sairmos atrás, ter equilíbrio para tocar e desenhar jogadas”, disse.
Apesar do 2 a 1, o técnico sabe que a eliminação é dura para o elenco, ainda mais na má fase que o Santos vive atualmente. “Estou muito orgulhoso dos meninos pelo que fizeram. Temos elenco reduzido, queria muito passar, mas podemos cuidar das outras duas frentes. Viemos aqui e vencemos, mas pela eliminação, precisamos de apoio e compreensão”, finalizou.