Mesmo com mais vitórias que derrotas, Tricolor ainda falta embalar em 2018 (Foto: Flavio Florido/BP Filmes)
Mais uma vez, o São Paulo deixou escapar uma vitória em casa, no último sábado (5), no jogo contra o Atlético-MG, ao empatar em 2 a 2. O Tricolor chegou a começar a partida ganhando com gol de Éverton, mas deixou o Galo virar até que Diego Souza garantisse pelo menos um ponto para o clube paulista, somando só 6 pontos e caindo para 10º no Brasileirão.
Alias, nos últimos confrontos da equipe de Diego Aguirre, o time não tem mostrado superioridade no marcador, empatando ou ganhando com resultados fracos. Foi o caso da eliminação para o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, no qual o Tricolor até saiu a frente, porém deixando o clube paranaense empatar e eliminá-lo da competição. Da mesma forma, a única vitória do clube paulista no Brasileiro até aqui foi um nada intimidador 1 a 0 contra o lanterna Paraná.
O resultado mais expressivo que o São Paulo conseguiu neste ano foi um bom 3 a 0 contra o CRB, fora de casa antes de ter enfrentado o Furacão, e mais nada. Ao todo, foram apenas 12 vitórias, 8 derrotas e 7 empates em 27 jogos até aqui, um aproveitamento de 44%. Ainda falando de números, o Tricolor do Morumbi balançou as redes 28 vezes e sofreu 18, o que mostra que a defesa não tem agradado nesta temporada.
Mas o que falta para que o torcedor sãopaulino fique feliz com seu time? Afinal, a equipe tem decepcionado fora e, principalemte dentro de casa – contra o Atlético-MG finalizou menos e permaneceu com menos posse de bola que o adversário, visto que a primeira parte da temporada está se encerrando e pouco antes do início da Copa na Rússia, o clube paulista ainda acertou um modo de jogo estável.
Aguirre pode não ser o maior responsável, já que ao enfrentar o Atlético-MG, comandou a equipe em sua 11ª partida, destas, venceu apenas três com a equipe marcando apenas oito vezes. A maior parte da culpa deve ser colocada sobre Dorival Junior, que iniciou a temporada pelo São Paulo e venceu apenas 7 de 14 partidas. O interino André Jardine venceu as duas vezes que comandou o Tricolor antes da chegada de Aguirre.
Até agora, o treinador uruguaio tem variado no esquema tático, buscando ainda por uma formação que acerte o jogo dentro de campo. Contra o próprio Galo, Aguirre começou com 3-4-3, com Diego Souza atacando pela direita e Nenê de centro-avante, e no segundo tempo, tirou o camisa 9 pra por Liziero como volante esquerdo e Diego como novo atacante centralizado, trocando o esquema tático para 4-3-3.
A mudança veio no início da segunda etapa antes do alvinegro mineiro empatar e virar, quando Nenê sentiu dores na parte posterior da coxa esquerda. No intervalo, Aguirre tinha tirado da zaga Bruno Alves e colocado Marcos Guilherme, para formar uma linha de quatro no ataque, porém não contava com a lesão de seu centro-avante, voltando a ter apenas três atacantes.
Outro fator que pode ser uma influência na inconstância do Tricolor Paulista nesta temporada é a indisponibilidade dos jogadores que tem se contudido frequentemente, como o caso de Rodrigo Caio, que por enquanto é dúvida para o jogo contra o Rosário Central na próxima quarta (9) pela Sul-Americana, no Morumbi.
No entanto, há reservas no elenco sãopaulino à altura dos titulares, como Valdívia, Cueva e Marcos Guilherme, que juntos fizeram nove gols este ano pelo Tricolor. Resta esperar que Aguirre acerte logo a maneira de jogar da equipe e o São Paulo desencante de vez em 2018, já que regularidade só é bom se for acompanhada de vitória atrás de vitória, e isso a torcida não tem visto há bastante tempo.