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Crônica - São Paulo de Fato

São Paulo de Fato

Crônica

Perfil étnico do povo brasileiro, o DNA de sua personalidade, a história e comportamento

A democracia brasileira completou 35 anos e já atingiu um nível de amadurecimento suficiente para desenvolver ações e mudanças necessárias ao seu crescimento como nação. Porém, o grau de dificuldade para este "up grade" é muito imenso face há décadas de atraso que temos na educação e formação cultural do nosso povo. E para que possamos quebrar este paradigma de nação sub-desenvolvida, torna-se necessário entender um pouco de nossa história, quem somos nós brasileiros e qual a origem de nossa formação como individuo e como ocorreu esta enorme diferença entre as classes sociais. As terras pertenciam aos silvícolas que por aqui já habitavam há milhares de anos e chegaram através de migrações asiáticas pelo Ártico e estreito de Bering até a América do Norte, depois central e por fim América do Sul.
Aqui no Brasil, existiam uma infinidade de tribos e o 1°contato com homens brancos ocorre com os Tupi Guaranis que habitavam toda orla brasileira. É fato reconhecido que as primeiras embarcações de portugueses eram formadas por inúmeros homens brancos, ladrões, piratas, criminosos condenados nas masmorras e ato fortuito, nada lhe restavam a não ser embarcar em aventuras libertárias prestando serviços braçais.
Temos então uma análise de perfil do 1° homem branco europeu no Brasil criando aqui uma matriz inicial: Cor Branca, de má conduta, desvio de caráter, ladrão, assassinos e aventureiros.
Descoberto o Brasil há 500 anos, as embarcações foram recebidas com ingênua curiosidade dos povos Tupi, que inocentemente e de imediato permitem a extração de uma riqueza em sua terra e que não possuíam juízo de valor, como é o caso do Pau Brasil e pedras preciosas na chegada dos bandeirantes.
Assim formamos uma segunda análise racial, neste caso...selvagem, simples, dóceis e com sentido comunitário e pacífico. É o caso inicial dos Tupis que viviam a beira mar, através de pesca e pequenas roças de milho e mandioca. Uma certa preguiça provocada pela maresia os acompanhava também. Vale lembrar que este perfil não se aplica aos índios sertões adentro e de outras tribos. Quanto mais distante da orla, mais guerreiro, selvagem e dotados de técnicas de guerrilha. Esta convivência inicial com os Tupis Guaranis logo foi transformada em opressão, escravidão, massacre, estupro, e os cruzamentos com mulheres indígenas geram a primeira mistura de raças, dando origem ao mameluco. Décadas depois, chegam ao continente os negros escravizados, mais fortes e valentes. Incansáveis trabalhadores, revoltados com a chibata opressora, vivem na pele o sofrimento da agressão e carregando em seu instinto o sonho da liberdade. Assim, foi criada a tríade racial e com os seus cruzamentos que formam o DNA inicial do homem brasileiro: Cor parda predominante de cruzamentos, estatura mediana, trabalhador por força do braço genético do negro, e gentil e pacífico pela condição genética inicial do Tupi Guarani. Pela matriz Branca herdamos a desbravura, a luta, a aventura e o conceito de convivência familiar e matriarcal, cordialidade e regras de sócio convivência, separatismo conforme o conteúdo da posse individual ou familiar.
Esta tríade racial neste processo construtivo, igualmente contribui na construção da cultura e religiosidade que trazemos até os dias atuais, e que resultou inclusive no surgimento do sincretismo religioso em alguns casos, como ocorreu entre o cristianismo e as divindades africanas. Assim é a minha humilde análise histórico observatória do nosso povo. Ainda no panorama histórico, os portugueses agora proprietários desta imensa fazenda Terra Brasilis dos trópicos além-mar trataram de colonizar, povoar e saquear todas as suas riquezas.
Assim, face a imensidão de terras, loteou suas divisas doando áreas capitaneadas por alguém ligado a coroa portuguesa e disposto a colonizar, investir e extrair as riquezas, com direito a transmissões hereditárias. É exatamente neste contexto que até hoje é formado o topo da pirâmide sócio econômica no Brasil, com a distribuição de terras em 14 partes, com suas riquezas divididas por quem está exclusivamente convivendo no poder e faz seu banquete com a coroa portuguesa. Abaixo deste topo piramidal, somente a plebe de escravos e índios. Com o aumento da povoação européia e branca, chegando em navios, Naus e fragatas, vai surgindo a uma nova estirpe ou classe dominante, que rapidamente vai agregando riquezas, ficando na base os negros escravos, índios sobreviventes, e funcionários brancos, mulatos e cafuzos libertos dispostos a intermediar as relações com os escravos, denominados Capitães do Mato. Todo este comportamento de classe distribuído sucessivo por longos 400 anos, arraigado as piores barbaridades, espúrias atrocidades e perversidades semelhantes ao período A.C. e pela idade média. Tivemos sim a independência como nação, mas o jugo europeu continuou dominante e a escravidão no Brasil foi a última a ser abolida nas 3 Américas constituídas. O fim do escravagismo joga o negro e o índio na vala comum da sociedade formada e a eles agora sem valor algum, não é dado nenhum direito a não ser viver das migalhas agora substituídas pelo alimento que era servido aos porcos. Ao negro, voltar para casa era impossível, não lhe restando alternativa a não ser trabalhar por dinheiro a quem o escravizou por séculos e assistindo a chegada de novos povos europeus (portugueses, italianos, espanhóis, asiáticos e alemães) e com direito a receber um pedaço de terra pagos com o trabalho e benefícios ruralistas. Neste sentido, ocorre o crescimento e fortalecimento da classe média divisória e que mantém e preserva os mandatários do topo por históricas heranças, na gangorra que impulsiona a vez de quem poderá estar no cume do poder. A retórica argumentação acima descrita representa a visão de como eu vejo o nosso Brasil e seus indivíduos, independente de qualquer viés politicamente ideológico, seja de esquerda ou de direita. Aliás, nem perco tempo com essas roupagens, mas apenas o meu olhar social. A educação jamais será levada a um indivíduo se ele não decidir procura-la, pois não há interesse do poder dominante na formação de seres pensantes na base desta pirâmide. A classe média intermediária tem seu olhos voltados e avante para o alto,. Quando olha pelo retrovisor, é para ver se alguém está tentando ultrapassar-lhe. Quanto àqueles que estão no topo, apenas olham para baixo, analisam seus horizontes, os riscos calculados, a insurgência de classes e o grande controle do gado brasileiro, marcado e feliz.
E a imensa fazenda Terra Brasilis continuará produzindo riquezas e sem a parte que lhe cabe neste latifúndio...!!!
Somente para poucos meus caros amigos...para poucos.?
"A mais terrível de nossas heranças no Brasil é esta de levar sempre conosco a cicatriz de um torturador impressa na alma(de quem está na base) e pronta a explodir na brutalidade racista e classista.” Darcy Ribeiro.

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Crônica

A democracia brasileira completou 35 anos e já atingiu um nível de amadurecimento suficiente para desenvolver ações e mudanças necessárias ao seu crescimento como nação. Porém, o grau de dificuldade para este "up grade" é muito imenso face há décadas de atraso que temos na educação e formação cultural do nosso povo. E para que possamos quebrar este paradigma de nação sub-desenvolvida, torna-se necessário entender um pouco de nossa história, quem somos nós brasileiros e qual a origem de nossa formação como individuo e como ocorreu esta enorme diferença entre as classes sociais. As terras pertenciam aos silvícolas que por aqui já habitavam há milhares de anos e chegaram através de migrações asiáticas pelo Ártico e estreito de Bering até a América do Norte, depois central e por fim América do Sul.
Aqui no Brasil, existiam uma infinidade de tribos e o 1°contato com homens brancos ocorre com os Tupi Guaranis que habitavam toda orla brasileira. É fato reconhecido que as primeiras embarcações de portugueses eram formadas por inúmeros homens brancos, ladrões, piratas, criminosos condenados nas masmorras e ato fortuito, nada lhe restavam a não ser embarcar em aventuras libertárias prestando serviços braçais.
Temos então uma análise de perfil do 1° homem branco europeu no Brasil criando aqui uma matriz inicial: Cor Branca, de má conduta, desvio de caráter, ladrão, assassinos e aventureiros.
Descoberto o Brasil há 500 anos, as embarcações foram recebidas com ingênua curiosidade dos povos Tupi, que inocentemente e de imediato permitem a extração de uma riqueza em sua terra e que não possuíam juízo de valor, como é o caso do Pau Brasil e pedras preciosas na chegada dos bandeirantes.
Assim formamos uma segunda análise racial, neste caso...selvagem, simples, dóceis e com sentido comunitário e pacífico. É o caso inicial dos Tupis que viviam a beira mar, através de pesca e pequenas roças de milho e mandioca. Uma certa preguiça provocada pela maresia os acompanhava também. Vale lembrar que este perfil não se aplica aos índios sertões adentro e de outras tribos. Quanto mais distante da orla, mais guerreiro, selvagem e dotados de técnicas de guerrilha. Esta convivência inicial com os Tupis Guaranis logo foi transformada em opressão, escravidão, massacre, estupro, e os cruzamentos com mulheres indígenas geram a primeira mistura de raças, dando origem ao mameluco. Décadas depois, chegam ao continente os negros escravizados, mais fortes e valentes. Incansáveis trabalhadores, revoltados com a chibata opressora, vivem na pele o sofrimento da agressão e carregando em seu instinto o sonho da liberdade. Assim, foi criada a tríade racial e com os seus cruzamentos que formam o DNA inicial do homem brasileiro: Cor parda predominante de cruzamentos, estatura mediana, trabalhador por força do braço genético do negro, e gentil e pacífico pela condição genética inicial do Tupi Guarani. Pela matriz Branca herdamos a desbravura, a luta, a aventura e o conceito de convivência familiar e matriarcal, cordialidade e regras de sócio convivência, separatismo conforme o conteúdo da posse individual ou familiar.
Esta tríade racial neste processo construtivo, igualmente contribui na construção da cultura e religiosidade que trazemos até os dias atuais, e que resultou inclusive no surgimento do sincretismo religioso em alguns casos, como ocorreu entre o cristianismo e as divindades africanas. Assim é a minha humilde análise histórico observatória do nosso povo. Ainda no panorama histórico, os portugueses agora proprietários desta imensa fazenda Terra Brasilis dos trópicos além-mar trataram de colonizar, povoar e saquear todas as suas riquezas.
Assim, face a imensidão de terras, loteou suas divisas doando áreas capitaneadas por alguém ligado a coroa portuguesa e disposto a colonizar, investir e extrair as riquezas, com direito a transmissões hereditárias. É exatamente neste contexto que até hoje é formado o topo da pirâmide sócio econômica no Brasil, com a distribuição de terras em 14 partes, com suas riquezas divididas por quem está exclusivamente convivendo no poder e faz seu banquete com a coroa portuguesa. Abaixo deste topo piramidal, somente a plebe de escravos e índios. Com o aumento da povoação européia e branca, chegando em navios, Naus e fragatas, vai surgindo a uma nova estirpe ou classe dominante, que rapidamente vai agregando riquezas, ficando na base os negros escravos, índios sobreviventes, e funcionários brancos, mulatos e cafuzos libertos dispostos a intermediar as relações com os escravos, denominados Capitães do Mato. Todo este comportamento de classe distribuído sucessivo por longos 400 anos, arraigado as piores barbaridades, espúrias atrocidades e perversidades semelhantes ao período A.C. e pela idade média. Tivemos sim a independência como nação, mas o jugo europeu continuou dominante e a escravidão no Brasil foi a última a ser abolida nas 3 Américas constituídas. O fim do escravagismo joga o negro e o índio na vala comum da sociedade formada e a eles agora sem valor algum, não é dado nenhum direito a não ser viver das migalhas agora substituídas pelo alimento que era servido aos porcos. Ao negro, voltar para casa era impossível, não lhe restando alternativa a não ser trabalhar por dinheiro a quem o escravizou por séculos e assistindo a chegada de novos povos europeus (portugueses, italianos, espanhóis, asiáticos e alemães) e com direito a receber um pedaço de terra pagos com o trabalho e benefícios ruralistas. Neste sentido, ocorre o crescimento e fortalecimento da classe média divisória e que mantém e preserva os mandatários do topo por históricas heranças, na gangorra que impulsiona a vez de quem poderá estar no cume do poder. A retórica argumentação acima descrita representa a visão de como eu vejo o nosso Brasil e seus indivíduos, independente de qualquer viés politicamente ideológico, seja de esquerda ou de direita. Aliás, nem perco tempo com essas roupagens, mas apenas o meu olhar social. A educação jamais será levada a um indivíduo se ele não decidir procura-la, pois não há interesse do poder dominante na formação de seres pensantes na base desta pirâmide. A classe média intermediária tem seu olhos voltados e avante para o alto,. Quando olha pelo retrovisor, é para ver se alguém está tentando ultrapassar-lhe. Quanto àqueles que estão no topo, apenas olham para baixo, analisam seus horizontes, os riscos calculados, a insurgência de classes e o grande controle do gado brasileiro, marcado e feliz.
E a imensa fazenda Terra Brasilis continuará produzindo riquezas e sem a parte que lhe cabe neste latifúndio...!!!
Somente para poucos meus caros amigos...para poucos.?
"A mais terrível de nossas heranças no Brasil é esta de levar sempre conosco a cicatriz de um torturador impressa na alma(de quem está na base) e pronta a explodir na brutalidade racista e classista.” Darcy Ribeiro.

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