São Paulo de Fato

" Pode ser a última oportunidade", disse Bruno Covas sobre críticas na final da Libertadores

Na ocasião, o então prefeito declarou que não trocava aquele momento por nada.

Santista e apaixonado por futebol, Bruno Covas nunca escondeu o quanto gostava do esporte e de seu time do coração. Desta forma, o ex-prefeito, falecido na manha deste domingo, 16, resolveu assistir a final da Libertadores da América, entre Palmeiras e Santos, no dia 31 de janeiro, no Maracanã. Na ocasião, o Brasil já vivia preocupações com a segunda onda da covid-19, ainda mais forte e letal que a primeira.


Após a partida, na qual seu time do coração fora derrotado por 1 a 0, muitas críticas direcionadas ao prefeito foram exageradas e com viés politizado, causando um desabafo de Bruno Covas no dia seguinte em suas redes sociais.

"Depois de 24 sessões de radioterapia meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá?. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila", desabafou.


E assim, de fato, foi a última e única oportunidade de Covas assistir a final da Libertadores do seu time do coração com seu filho ao lado. Menos de 3 meses após o ocorrido, Bruno se afastou da Prefeitura mais uma vez a fim de se tratar de uma etapa mais agressiva de sua doença. Sempre acreditando na recuperação, bruno continuou despachando mesmo do Hospital, mas a situação acabou se complicando.


Na última semana, o quadro clínico entrou em piora severa, entrando em estado irreversível. Assim neste domingo, 16, foi anunciada a morte de Covas. O velório será restrito aos familiares, 20 pessoas, seguido de um cortejo com bombeiros. Ele lerá velado no hall do prédio sede da Prefeitura SP e após seguirá para ser enterrado em Santos. O filho Tomás não quis que fosse cremado. Ricardo Nunes toma a direção da maior cidade do Brasil.

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" Pode ser a última oportunidade", disse Bruno Covas sobre críticas na final da Libertadores

Santista e apaixonado por futebol, Bruno Covas nunca escondeu o quanto gostava do esporte e de seu time do coração. Desta forma, o ex-prefeito, falecido na manha deste domingo, 16, resolveu assistir a final da Libertadores da América, entre Palmeiras e Santos, no dia 31 de janeiro, no Maracanã. Na ocasião, o Brasil já vivia preocupações com a segunda onda da covid-19, ainda mais forte e letal que a primeira.


Após a partida, na qual seu time do coração fora derrotado por 1 a 0, muitas críticas direcionadas ao prefeito foram exageradas e com viés politizado, causando um desabafo de Bruno Covas no dia seguinte em suas redes sociais.

"Depois de 24 sessões de radioterapia meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá?. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila", desabafou.


E assim, de fato, foi a última e única oportunidade de Covas assistir a final da Libertadores do seu time do coração com seu filho ao lado. Menos de 3 meses após o ocorrido, Bruno se afastou da Prefeitura mais uma vez a fim de se tratar de uma etapa mais agressiva de sua doença. Sempre acreditando na recuperação, bruno continuou despachando mesmo do Hospital, mas a situação acabou se complicando.


Na última semana, o quadro clínico entrou em piora severa, entrando em estado irreversível. Assim neste domingo, 16, foi anunciada a morte de Covas. O velório será restrito aos familiares, 20 pessoas, seguido de um cortejo com bombeiros. Ele lerá velado no hall do prédio sede da Prefeitura SP e após seguirá para ser enterrado em Santos. O filho Tomás não quis que fosse cremado. Ricardo Nunes toma a direção da maior cidade do Brasil.